
Por que sua equipe comercial vende o que a operação não entrega
Por Drielli Caroline Viegas Lima
É um padrão que se repete: a meta de vendas é batida, o pedido entra, e ainda assim o cliente reclama de atraso, de prazo não cumprido, de algo combinado que não aconteceu do jeito que foi vendido. Quando isso acontece com frequência, o problema raramente é falta de esforço — é desalinhamento entre o que o Comercial promete e o que a Operação de fato consegue entregar.
De onde vem esse desalinhamento
Na maioria das pequenas e médias empresas, o vendedor é avaliado (e comissionado) por fechar negócio — não por garantir que aquele negócio é entregável no prazo e na qualidade combinados. Sem uma rotina que conecte as duas pontas, cada área otimiza pro próprio indicador: Comercial otimiza pra fechar, Operação otimiza pra não estourar recurso — e ninguém está errado individualmente, mas o resultado conjunto é ruim.
3 práticas que resolvem isso na raiz
- •Funil de vendas com etapas reais, não só 'proposta enviada / fechado' — se você não sabe quantos negócios estão em cada etapa hoje, não dá pra prever quanto vai precisar entregar no mês que vem.
- •Capacidade de entrega visível pro Comercial — mesmo que seja uma planilha simples de 'quanto ainda cabe produzir/entregar este mês', é isso que evita vender além do que a operação aguenta.
- •Reunião curta e recorrente entre quem vende e quem entrega — 15 minutos por semana já mudam o jogo, desde que sejam usados pra alinhar prazo real, não só cobrar número.
O efeito colateral bom
Quando essas duas pontas conversam de verdade, o ciclo de vendas também tende a encurtar — o vendedor para de prometer prazo que não se sustenta, a negociação fica mais honesta, e o cliente sente a diferença antes mesmo de a entrega acontecer.
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